Pular para o conteúdo principal

Salão de Artesanato da Paraíba começa nesta quinta-feira e destaca criações em fibra

 Chapéus, redes, esteiras, cestas e vários objetos de decoração produzidos em fibras. Esses são alguns destaques que os visitantes do 19º Salão de Artesanato da Paraíba poderão conferir, a partir desta quinta-feira (19), no Jangada Clube, na orla de João Pessoa.
A abertura oficial do evento acontece às 17h. Com o tema “Nossa Arte tem Fibra”, a mostra vai abordar a riqueza e diversidade das fibras vegetais encontradas desde o coqueiro, até a palha da bananeira, milho e da carnaúba. “O tema desta edição remete à força dos nossos artesãos, que são responsáveis por fortalecer e promover a nossa cultura, resgatando tradições e firmando a manutenção da nossa autenticidade, mesmo quando há reinvenção de conceitos como o que aconteceu através da capacitação das artesãs marisqueiras, que produziram peças modernas com design inspirado nas nossas formações marinhas, a exemplo dos corais. Neste Salão, vamos ver o produto dessa e de outras capacitações que estamos investindo e desenvolvendo antes do Selo de Artesanato da Paraíba, cujo edital já foi lançado a fim de garantir a qualidade e destacar o diferencial do artesanato paraibano”, observou a coordenadora geral do Programa de Artesanato da Paraíba (PAP), primeira-dama Pâmela Bório.

“O artesanato é hoje uma atividade que garante ocupação e renda para milhares de famílias que tinham apenas a pesca como meio de sustento. A região do Curimataú, por exemplo, foi um dos maiores produtores regionais do sisal e, atualmente, várias instituições tentam resgatar essa cultura que fez e faz parte da vida de muitas famílias”, revelou a gestora do Programa, Ladjane Barbosa.

Ela acrescenta que a inovação tecnológica e a capacitação possibilitam a muitos jovens e adultos adquirirem ocupação e renda produzindo objetos de beleza e valor cultural. Através do incentivo do Governo do Estado, em parceria com o Sebrae, o Programa de Artesanato completa 10 anos de existência e atinge 86% dos municípios considerados polos representativos do artesanato paraibano. São mais de 6 mil artesãos espalhados por 130 municípios que, de modo crescente, vêm ocupando lugar de destaque no cenário nacional. A diversidade de técnicas aliadas à preservação de características histórico-culturais é evidente na riqueza e originalidade do material produzido, revelando arte através do fazer artesanal que emprega materiais típicos de cada região como forma de cultivar e manter vínculos com as suas raízes e traços da história, das crenças, dos costumes e das tradições que remontam a formação étnica e sociocultural do Estado.

Artesanato Indígena - O artesanato indígena é a única expressão genuinamente brasileira do segmento, ou seja, que não foi trazida por outros povos. Cestaria, cerâmica, adornos e enfeites como bijuterias, saias e cocares feitos em fibras vegetais, sementes e quengas de coco são as peças produzidas por nossos índios que, até os dias atuais, utilizam os mesmos costumes e técnicas dos ancestrais. Na Paraíba, os índios-artesãos encontram-se nas Aldeias de São Francisco, Galego, Tramataia e Aldeia Forte, que fazem parte dos municípios de Baía da Traição, Rio Tinto e Marcação. Durante o Salão de Artesanato da Paraíba, os visitantes poderão conferir um espaço especial indígena em uma grande oca. O local foi ambientado com utensílios, comidas, objetos de caça, publicações e orientação da cultura feitas pelos próprios indígenas da Baía da Traição. Já na parte externa, jangadas também estarão expostas. Mudança de vida – A maioria dos artistas que estão expondo no Salão tem no artesanato a sua única fonte de renda, como exemplo, a artesã Maria das Neves Paiva (Nevinha), de Itabaiana.

“Produzo cerâmica natural e preta e tive meu trabalho divulgado aqui. Somente com o Programa, os artistas paraibanos estão sendo conhecidos e reconhecidos em todo o Brasil. Agora, exporto meus produtos para França e Portugal e não temos problemas com a comercialização”, comemora. O artesão Emanoel Menezes Moura (Nezinho), de João Pessoa, produz trabalhos em madeira com a técnica de marchetaria. “O programa do Governo foi tudo para mim. Antes eu trabalhava no anonimato, agora estou sendo divulgado e o que é mais importante: vendendo o que produzo”, enfatizou. Funcionamento – O Salão vai funcionar diariamente das 15h às 22h, até o dia 26 de janeiro. As exceções são para os dias 24, 25 e 31 dezembro, bem como para o dia 1º de janeiro, quando o evento será fechado para as festas de final de ano. A visitação é gratuita.
FONTE: Secom/PB

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

FOTOS DE CRIANÇAS INDÍGENA POTIGUARA,O FUTURO DO NOSSO POVO!

       Somos Índios Potiguara com muito orgulho e sabemos que nosso povo sempre vai existir ,a cada dia lutaremos por nossos direitos á educação,saúde e nossas terras,Potiguara povo guerreiro e vitoriosos! Crianças Indígena Potiguara -Paraíba TIRADAS NA ÁREA INDÍGENA POTIGUARA-PB ALDEIA CARNEIRA,MARCAÇÃO-PB ALDEIA CARNEIRA,MARCAÇÃO-PB ALDEIA CARNEIRA,MARCAÇÃO-PB ALDEIA CARNEIRA,MARCAÇÃO-PB ALDEIA CARNEIRA,MARCAÇÃO-PB ALDEIA JACARÉ DE CESAR,MARCAÇÃO-PB ALDEIA JACARÉ DE CESAR,MARCAÇÃO-PB ALDEIA CARNEIRA,MARCAÇÃO-PB ALDEIA CARNEIRA,MARCAÇÃO-PB ALDEIA CARNEIRA,MARCAÇÃO-PB ALDEIA CARNEIRA,MARCAÇÃO-PB ALDEIA CARNEIRA,MARCAÇÃO-PB ALDEIA CARNEIRA,MARCAÇÃO-PB ALDEIA CARNEIRA,MARCAÇÃO-PB ALDEIA CARNEIRA,MARCAÇÃO-PB ALDEIA CARNEIRA,MARCAÇÃO-PB ALDEIA CARNEIRA,MARCAÇÃO-PB ALDEIA CARNEIRA,MARCAÇÃO-PB ALDEIA JACARÉ DE CESAR,MARCAÇÃO-PB ALD...

MINI-DICIONÁRIO TUPI-GUANRANI

PALAVRAS EM TUPI-GUARANI E SEUS SIGNIFICADOS: Aaru: espécie de bolo preparado com um tatu moqueado, triturado em pilão e misturado com farinha de mandioca. Abá: Veja auá Ababá: tribo tupi-guarani que habitava as cabeceiras do rio Corumbiara(MT). Abaçaí: a pessoa que espreita, persegue, gênio perseguidor de índios espírito maligno que perseguia os índios, enlouquecendo-os. Abacataia: peixe de água salgada, parecido com o peixe-galo. Abacatina: Veja Abacataia. Abacatuaia: Veja Abacataia. Abacaxi: fruto cheiroso. Abacutaia: Veja Abacataia. Abaetê: pessoa boa, pessoa de palavra, pessoa honrada. Abaeté: Veja Abaetê. Abaetetuba: lugar cheio de gente boa. Abaíba: noivo, Namorado. Abaité: gente ruim, gente repulsiva, gente estranha. Abanã: (gente de) cabelo forte ou cabelo duro. Abanheém: Veja Avanheenga. Abanheenga: Veja Avanheenga. Abaquar: senhor (chefe)do vôo. Abaré: Veja Avaré. Abarebêbê: de homem distinto que voa, o padre voador. Abaruna:...

A DANÇA DO TORÉ

OS POTIGUARA EM BRASILIA-DF ALDEIA TRÊS RIOS   A dança do toré dos índios potiguara   A dança do   toré  apresenta variações de ritmos e toadas dependendo de cada povo.                  O  maracá  – chocalho indígena feito de uma cabaça seca, sem miolo, na qual se colocam pedras ou sementes – marca o tom das pisadas e os índios dançam, em geral, ao ar livre e em círculos. O ritual do   toré   é considerado o símbolo maior de resistência e união entre os índios potiguara. Os índios potiguara da Aldeia Carneira           Dançam o toré para celebrar atos, fatos e feitos relativos à vida e aos costumes. Dançam enquanto preparam a guerra; quando voltam dela; para celebrar um cacique, safras, o amadurecimento de frutas, uma boa pescaria ou homenagear os mortos em rituais fúnebres; espantar doenças, epidemias e outro...