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Estudo revela que os índios são os verdadeiros defensores do meio ambiente

Territórios indígenas tiveram desmatamento quase nulo durante o século XXI, porém regiões ao redor ainda apresentam problemas graves. Aldeias sofrem impactos


Entre 2000 e 2014, a quantidade de terras desmatadas protegidas pelos índios corresponde a 2%.
Quando pensamos em convivência harmoniosa entre homem e meio ambiente, sempre nos lembramos das aldeias indígenas que sobrevivem em pleno século XXI com tudo o que a natureza pode oferecer. Da floresta os índios retiram o alimento, material para construção das ocas, água pura, especiarias, frutas e muito mais… É o exemplo perfeito de como é possível convivermos em paz e sem a necessidade de destruir matas, poluir rios, desmatar etc.
Reforçando esta ideia comum, o IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) divulgou estudo que revela a importância das comunidades indígenas no combate ao desmatamento e também em relação ao estoque de carbono presente nas áreas indígenas protegidas por lei. O estudo começou em 2013 e contou com o apoio da agência alemã GIZ e também da Embaixada Real da Noruega. Objetivo da pesquisa era levantar dados de desmatamento e chuvas na região amazônica.
“A pesquisa manteve-se mais intensa na região do Parque Indígena do Xingu. Conseguimos dados mais locais, que demonstraram a importância dessas grandes áreas de florestas protegidas pelos povos indígenas, para a manutenção da temperatura e do regime pluviométrico”, afirmou Fernanda Bertolotto, pesquisadora do IPAM ao defender e importância das terras indígenas em relação ao equilíbrio climático na região.

Desmatamento ao redor das terras indígenas

Os dados levantados pela pesquisa também apontam uma grande diferença no desmatamento em terras indígenas: 2% contra 19% de desmatamento em outras áreas entre 2000 e 2014. Segundo Bertolotto, o desmatamento acelerado em áreas fora do controle indígena tem reflexo em períodos de seca nas aldeias, isso porque mais de 50% dos territórios pertencentes aos índios sofreu impactos como incêndios florestais, dificuldades de alimentação, entre outros problemas.
“Esperamos que com esses dados, consigamos influenciar que os povos indígenas não fiquem a reboque nas discussões das políticas públicas que estão sendo implementadas, para a redução do desmatamento. Também desejamos que, com esses estudos demonstrando a importância dos povos indígenas para esses territórios, a gente consiga fortalecer a implementação da Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial Indígena, direcionada para ações de diretrizes para a gestão territorial”, complementa Fernanda.

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