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Diário de uma Repórter: Retorno a terra dos Potiguaras


As aldeias antes sem nenhuma demarcação territorial agora – algumas delas – estão guardadas por uma porteira, vigiada 24h por dia.
Para os líderes a medida foi tomada para assegurar a tranqüilidade do lugar.
Tivemos uma visão diferente de Baía da Traição – o de fora – pegamos um barco velho de um dos pescadores para filmar a primeira visão que os europeus tiveram da terra indígena. Foi mesmo uma aventura. A embarcação aberta nos deixava meio desprotegidos, tínhamos que nos segurar para não cair. Mas foi igualmente incrível. Que bela região. Tão nativa ainda, tão intocada em alguns pontos. A visão do velho farol arranca exclamações.
Fomos conhecer a aldeia de Marcação. Muito mais urbanizada, mais próxima da cidade propriamente dita. As casas são de barro, mas tem televisão, som, DVD e até computador. Uma das professoras tenta apresentar o mundo digital para as crianças. Descobrimos que a comunidade indígena brasileira está muito mais informatizada do que imaginávamos – tem comunidades no Orkut com mais de 10.000 associados, e muito legal – tem um site com notícias escritas pelos próprios índios, sobre os índios é claro.
Os Potiguaras também estão reaprendendo a falar o tupi, que deixaram para trás há mais de 300 anos – percebi que esse processo vai ser bem lento diante das fronteiras tão frágeis.
Fronteira, aliás, é um assunto bem delicado. Os índios ainda se preocupam com a perda de terras para usinas, para empresas, para a sociedade. Reclamam que perderam milhares de hectares. O reflexo disso no comportamento é evidente – são sisudos – a maioria – e se irritam quando intitulamos um objeto musical, por exemplo, com um nome errado.
Mas as crianças são tão espertas – tem uma curiosidade evidente – são falantes, espevitadas, tem uma energia…
É perceptível que há falta de boas políticas de agricultura, pesca, e de atividades de auto-sustento. Os incentivos para educação também estão longe de ser ideais.
Mas a principal luta dos indígenas parece ser a de conseguir repassar para as novas gerações o costume e a cultura dos antepassados.

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